quarta-feira, 29 de junho de 2011

Solteiro e feliz!


"Eu não sou de ninguém, eu sou de todo mundo. E todo mundo é meu também!"

As pessoas possuem a ideia de que quem não tem namorado, não é feliz.
Quem nunca ouviu alguém dizendo?: "Ah fulano está bem, está namorando". Como se namorar fosse sinal de felicidade, e o contrário de tristeza. E todos nós sabemos que não é bem assim.

Todos que me conhecem sabem que sou um cara que nasci para namorar e não sei viver sozinho. Preciso de um namorado! Mas tenho a cosciência que existem pessoas que simplesmente não precisam disso, e preferem ser "um" do que ser um "casal".
Eu defendo e sempre defendi a vida a dois, mas sem menosprezar as pessoas que são solteiras por opção.
Até já falei aqui no blog sobre os prazeres de se ter um namorado. Mas nunca falei nada, nada mesmo sobre como também é bom ser solteiro.
Confesso que não é muito meu departamento e não entendo muito bem do que é ser um cara solteiro, visto que emendo um namoro no outro há uma década. Mas como adoro um desafio, vamos lá!

Quando fazia o curso de Direito, uma das coisas que eu meus amigos mais gostávamos, éramos de pegar casos que não acreditávamos e tentar defende-los. Valia pelo prazer do poder de persuasão e pelo desafio em si.
E é assim que me sinto neste momento, defendendo algo que até acredito, mas que não serve para mim.

Por mais que ame a vida de namorado, sei que ser solteiro também tem seu valor. Pude constatar isso nos míseros meses que fiquei solteiro, entre um namoro e outro.
Sem falar da infância, quando nem sonhava em namorar e a vida parecia tão gostosa e leve.
No tempo que fiquei solteiro pude dedicar mais tempo para mim e para meus amigos. Me diverti bastante saindo para lugares nunca ido antes. E para aqueles que já tinha ido antes com namorado, pude ver agora por um outro ângulo.

Lembro de uma época que estava quase casado e conversava com um amigo solteiro a respeito de relacionamentos. Ele dizia que queria muito ter um namorado, alguém a quem se dedicar e etc e tals. E eu dizia que só queria ter a liberdade dele de fazer da minha vida o que bem entendesse.
Nossa, como eu o invejava sabendo que ele poderia fazer do seu final de semana o que quisesse, quanto que eu precisava pensar como um casal e agir como tal.
Que inveja dele que dormia as tardes, visitava os amigos, pegava uma sauna, ou simplesmente ficava em casa vendo seus dvds chatos que ninguém gosta, só ele!
Caraca, eu queria tudo isso para mim! Mas como tinha namorado, tinha que ficar com ele todas as tardes e bolar programas de casal. Aff!
E sabe o que é mais curioso? É que quando essa relação terminou, eu daria tudo para ter de novo as minhas tardes e meus finais de semana preenchidos com o meu namorado chiclete. É como diz a Carrie Bradshaw:" Necessidades são coisas curiosas, depois que a gente as satisfaz, não precisamos mais delas!"

O fato é que mesmo meu pensamento de casal falando mais alto, existe o prazer sim em ser solteiro. Imagine como deve ser bom ficar com quantos caras quiser, mais de dois ou três numa unica noite. Sexo sem compromisso, corpos novos repletos de desejo, não ter com quem se preocupar, não se preocupar se está sendo traido ou se o namorado está mentindo.
Ser solteiro é nunca ter dor de cabeça com mentiras e atrasos de namorado; É poder fazer da sua vida o que você desejar, sem ter que pedir permissão para alguém; É o sexo novo que está virando a esquina; É ter mil possibilidades, É simplesmente TER O PODER!!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Somos de mundos diferentes


Se He-man e Lion fossem gays será que eles poderiam ser namorados? He-man vive em Etérnia e Lion é de Thundera. Ambos pertencem literalmente a mundos diferentes, mas são parecidos por serem heróis e lutarem pelo bem. Então são tão diferentes assim?

Referencias oitentistas a parte, será que é possível que pessoas muito diferentes possam viver uma relação madura e feliz? Ou será que o diferente atrapalha o namoro e faz com que o mesmo não vingue? E quem sabe se analisarmos mais de perto não percebemos alguma semelhança por mais diferente que pareça?

Eu sempre fui do conceito de que os diferentes se repelem. Sempre me senti atraído por pessoas mais ou menos parecidas comigo. De classe social parecida, religião, gostos, conceitos de vida, pensamentos...
Mas o que fazer quando a vida te prega uma peça e você se apaixona por alguém que parece em nada ter a ver com você?
Será que essa relação tem futuro? Será que devemos arriscar mesmo assim? Será que o diferente sendo visto por um outro ângulo pode até se tornar um atrativo?

O fato é, que em muitos casos fica quase que impossível de se conviver com as grandes diferenças do parceiro.
Eu por exemplo amo ler e adoro cinema, como conseguiria namorar alguém que dorme durante um filme e nem sabe quem é Oscar Wilde ou Dan Brown?
Amo MPB e musicas internacionais romanticas, então será que conseguiria conviver com uma pessoa que tem como estilo musical tecnobrega e calypso?
Sou caseiro e um dos meus programas favoritos é ficar em casa vendo um dvd. Mas para muitos isso é "programa de índio", pois diversão mesmo para eles é cair na balada no sabado a noite. Poderia então deslumbrar um romance com esse tipo de gente?
O que pesa mais, as diferenças ou amor que une o casal?
Alguém já disse certa vez que só amar não basta. Não seria esse o motivo de muitos casais terminarem mesmo se amando?
Quantas vezes já vimos casais que sabemos que gostam um do outro, mas simplesmente não funcionam no dia a dia?
As brigas são constantes e as diferenças se acentuam cada vez mais.

Tenho um amigo que é casado com um cara que tem os mesmos gostos dele, o mesmo estilo musical, o mesmo conceito de lazer e a mesma maneira de ver o mundo. Mas tanta semelhança não impede que eles briguem toda a semana.
Então seria a semelhança a "formula do amor"?

Meu atual namorado vem de um mundo diferente do meu. No mundo dele Salinas é opção no verão. No meu mundo, Salinas fica apenas na Zona do Salgado e ponto.
O Rio de Janeiro que ele já conhece bem, eu conheço apenas o que as obras do Maneco mostram.
Ele é da folia, do axé, da Cláudia Leite. E seu grande sonho é um dia passar o carnaval em Salvador.
Eu sou da minha casa, do meu quarto, da minha cama! E meu grande sonho? É sobreviver a tudo isso!
No passado enquanto ele curtia os meachutas da vida, eu curtia os dvds que pegava na Fox.

No dia que nos conhecemos, ele me liga na hora em que eu estava saindo do dentista na Humaitá, e diz que está indo buscar a irmã pequena no colégio que se encontra atrás do Bosque Rodrigues Alves. Percebemos então que estávamos próximos. E eu sugiro ir até o seu encontro, quando ele faz a pergunta: "Você está de carro ou de táxi?"
PÁRA TUDOOOOOOOOO!! Não existe a alternativa C? Que no qual seria o ônibus?
Me senti cheirando patchouli em lugar onde todos cheiravam a Chanel nº 5.

Com tudo isso se faz pensar que não nos damos bem correto? Errado!
Todas essas diferenças em nada atrapalham o nosso namoro.
E por incrível que pareça nunca encontrei alguém com quem meu convívio tenha sido tão bom. Nem com aqueles que eram quase que a minha cópia.
Nós como casal aprendemos a lidar com nossas diferenças. Um acaba se enquadrando na vida do outro para que a relação flua.
Aprendemos a abdicar de coisas em prol do nosso namoro. É claro que não mudamos a nossa essência, mas adaptamos nossas personalidades em função do nosso relacionamento. E assim nossos mundos diferentes ficaram mais próximos. E a tão procurada felicidade foi encontrada!

sábado, 21 de maio de 2011

A dor de não ter dado valor


Quando uma relação termina, geralmente ficamos com a frustração de não ter dado certo, a saudade, a tristeza pelo fim e etc e tal.
Mas quando a relação termina por nossa culpa, por não termos dado valor a quem merecia, a dor é triplicada.
Só quem já passou por isso sabe a imensa dor de querer alguém de volta, e essa pessoa não te querer mais por você não a ter valorizado.
Infelizmente, muitos de nós somos assim. Só queremos dar valor depois que perdemos.
Não percebemos a importância do nosso dedo mindinho até ele ser cortado acidentalmente.
Por que querer cuidar dos dentes só depois que eles estão cariados?
Por que valorizar a mãe só depois que ela já está no cemitério?
Por que perceber que aquela pessoa é o amor da sua vida, só depois de você tê-la feito sofrer bastante ao ponto dela não te querer mais?

O grande erro de muitas pessoas é acreditar que assim que se conquista alguém, não se faz mais necessário manter a "chama acesa". Mero engano!
As pessoas precisam ser conquistadas diariamente. Todos os dias devemos mostrar e provar para aquele que dizemos amar que somos merecedores de estarmos ao lado dele.
Quando você faz alguém se sentir especial, recebe um tratamento especial.
O relacionamento é um espelho, se você der carinho e compreensão, há de se ver rodeado de afeto e amor. Agora se der indiferenças e grosseria, não espere algo diferente.

É até fácil começar uma relação, difícil é manter esta relação. E nem precisamos ir tão longe para constatarmos isso.
Olhe agora ao seu redor e veja quantos dos seus amigos já começaram algum namoro desde quando você os conhece. Tenho certeza que muitos.
Agora quantos deles conseguiram manter a relação por muito tempo?
O numero diminui drasticamente!

Posso dizer que já sofri a perda de uma relação por não ter valorizado a pessoa que eu amava. Que dor imensa que sentia todas as vezes que eu lembrava dos carinhos que recebia, do apoio incondicional, do ombro amigo, do AMOR que não valorizei.
Provavelmente não teria sofrido tanto o fim desta relação se tivesse dado o melhor de mim.
Com certeza ficaria triste pelo fim do namoro, mas não sofreria por ser o causador do fim.
Porque todas as vezes que estivesse triste, lembraria que o melhor de mim foi dado, se não deu certo, paciência! Eu fiz a minha parte, e agora posso partir para outra mais tranquilo, com a certeza do dever cumprido e sem o peso do fim do namoro.

Meu ex namorado está sofrendo por não ter me valorizado. Diz se arrepender de tudo que fez e não fez e me pede chance para mudar.
A dor que ele sente eu conheço bem, mas que tal não fazer nada errado para que não precise pedir desculpas?
Ele diz que eu sou a "vida dele". Ele teve algumas chances de ter a "vida dele" de volta e não valorizou.
Não entendo como tem gente que abre a boca para dizer que aquele que ama é vida dela, se depois de ter a chance de ter sua "vida" de volta não a valoriza.
É como se você transasse com um aidético sem camisinha; É como se você se jogasse na frente do carro em movimento; Ou pulasse do décimo quinto andar do prédio.
De duas uma: Ou você é burro/louco ou você não valoriza sua "vida"!
Alguém aí quer um burro/louco como namorado ou um cara que não te dar valor? Acho que não!

Então meus amigos, se você estiver dentro de uma relação, faça por essa pessoa tudo aquilo que gostaria que ela fizesse por você.
Não diga que ama, se não prova isso. Não adianta falar de amor, se não ajuda a carregar as sacolas do supermercado.
Não adianta chorar a cada termino, se não o trata bem depois que voltam.
Der o melhor de sí; Faça surpresas; Deixe bilhetinhos apaixonados; Lembre-se de datas importantes; Cubra-o durante a noite, Mime-o sem medo, Leve café na cama; Acorde com um beijo; Ligue apenas para dar "boa noite"; Compre presentes sem datas especiais; Apareça de surpresa com um chocolate; faça loucuras; Mostre a todo instante que ele tem valor.
Garanto que se no final das contas não der certo, ele será o que sofrerá mais, por lembrar que perdeu alguém que fazia cada minuto valer a pena.
Enquanto você, já estará bem para fazer alguém que realmente te mereça feliz. E ser feliz ao lado dele é claro!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Segunda chance?

Já ouvi dizer que todos merecem uma segunda chance. Mas como dar uma segunda chance para alguém se você não confia mais nesta pessoa?
Um dos meus maiores arrependimentos foi não ter terminado com um ex namorado no exato momento em que passei a não confiar mais nele.
Conviver com alguém que você não confia mais é um martírio.
Então o que deve falar mais alto, o amor pelo outro ou o amor por você?

É bom que fique claro que não estou pregando aqui o não direito a segunda chance. Até acredito que as pessoas podem realmente se arrepender de verdade e não repetir mais os mesmo erros do passado.
Mas acredito também que existem pessoas como eu, que perdoam tudo, mas não esquecem nada!
Por tanto para mim dar uma segunda chance a alguém é falar: Eu perdoou o que você fez, mas nunca vou esquecer!
E como poderia superar algo que sempre estará martelando em minha cabeça?

Será que quando negamos uma segunda chance aquele que amamos e que diz nos amar estamos negando a felicidade? O medo estaria nos impedindo de tentar ser feliz?
É fato que dar uma segunda chance é se arriscar, entrar no caminho escuro que não se sabe aonde vai chegar.
Como é fato também que a vida é feita de riscos, e nunca estaremos imune a eles.
E como poderemos cobrar a perfeição de um outro ser se nem nós mesmos somos perfeitos?
Ah segunda chance....Que difícil decidir se você merece ser dada ou não!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

As delícias de se ter um namorado


Todos que me conhecem sabem o quanto amo namorar. E assumo isso mesmo! Odeio ser sozinho, odeio não ter a quem me dedicar, odeio não dividir uma vida com alguém.
As baladas, sexo casual, não dar satisfação para ninguém, e todos os outros prazeres da vida de solteiro nunca encheram os meus olhos.
Prefiro um filminho agarrado com o namorado no sábado a noite do que rebolar numa pista de dança; Prefiro o sexo intimo e com sentimento com aquele que divide uma vida comigo, do que o sexo novo com estranhos; Prefiro dar satisfações de tudo que faço para aquele que digo amar, do que não ter a quem se dar.
Por tudo isso quase que sempre emendo um namoro no outro. Geralmente termino uma relação e já começo outra.
Isso gera criticas de alguns amigos que dizem que preciso curtir mais a minha companhia, aproveitar mais a vida e etc e tal.
Eles só não sabem que curto a vida deste jeito, e que o Paulo sem namorado, é um Paulo sem ânimo e sem graça.
Sei que tem gente que acha triste quem não consegue ser feliz sozinho. Quem deposita sua felicidade nas mãos de outra pessoa. Para mim essas pessoas na verdade são muito frustradas por não terem ainda encontrado alguém que valesse a pena e se saem sempre com essa desculpa, que um olhar mais atento logo desmascara.

Então, a minha resposta para quem pensa assim é mostrar a minha felicidade ao lado de alguém. É mostrar que apesar de tudo tem como ser feliz com uma pessoa.
Ou existe algo melhor do que pegar um cineminha com o namorado? Beijos e caricias entre uma cena e outra...
Ah e como é gostoso comemorar os aniversários de namoro, dia dos namorados, natais, reveillons...As datas comemorativas ganham mais sentido quando estamos namorando.
Nossa, é muito bom olhar uma coisa na rua e lembrar dele, comprar, e depois ver sua cara de felicidade.
Só quem tem namorado curte os domingos a noite, sabe o que é dormir de conchinha, ouve um boa noite seguido de um "eu te amo" antes de dormir, mensagens apaixonadas pelo celular, beijos roubados, surpresas, cheiro no sovaco, risadas sem fim, companhia nos momentos de dor e alegria, abraço apertado, viagens românticas, sorvete no fim de tarde, música, fotos, lembranças, apenas estar junto fazendo tudo ou não fazendo nada, porque se for com alguém que amamos, sempre será especial!
Enfim, namorar ainda é a melhor opção para quem quer ser realmente FELIZ!

domingo, 1 de maio de 2011

A pessoa errada, é a pessoa certa?


Já faz um certo tempo que eu conversando com um amigo, disse que estava na dúvida se continuaria a relação que estava levando ou não, visto que e a pessoa pela qual eu estava envolvido era bem diferente de mim, e estava muito longe do tipo de pessoa que eu queria para a minha vida. Mas mesmo assim ele mexia comigo, e eu gostava dele.
Então perguntei para meu amigo: Ele é errado para mim, mas eu o amo. O que fazer nessa situação?
Ele me respondeu: Muitas vezes a pessoa errada, é a pessoa certa!

Caraca, não esperava por essa resposta. E confesso que isso me fez pensar a respeito.
Eu já tinha me envolvido antes com a pessoa certa e o relacionamento deu errado.
Será que neste momento eu não estaria precisando da pessoa errada para o relacionamento da certo?
O fato é que tive a pessoa certa nas mãos e não aproveitei, não foi proveitoso.
Talvez o certo seja chato e monótono. E o errado gostoso e vulcânico.

Será que isto é do ser humano que nunca está satisfeito com o que tem e vive na sua eterna busca por algo que nunca encontra?
Ou será que a pessoa certa é sempre aquela que deixamos passar, e a errada é sempre a que está ao nosso lado? Ou vice-versa?
Quando alguém souber as respostas por favor me avisem, porque neste assunto só sei que nada sei.

E por até hoje não sabe distinguir pessoas erradas das certas, quebrei muito a cara nos relacionamentos.
Terminei relacionamentos certos para me envolver com os errados; Terminei relacionamentos errados para me envolver em relacionamentos que os julgava certos, até descobrir que para aquele momento eles eram muito errados.

O que fazer por exemplo se você troca um parceiro errado pelo certo e ainda sente saudades do seu passado conturbado?
Este novo parceiro que é tudo que você imaginou, que te trata como você gostaria de ser tratado, que fala as coisas certas na hora certa, que faz o que ninguém nunca fez por você, não é capaz de te fazer esquecer aquele que te deixava inseguro o tempo todo, que te destratava, que não te dava tal valor. O que fazer nesta situação?
O primeiro parceiro que é certo se tornou errado para o que você procura hoje em dia?
O segundo que é errado se tornou certo pelo simples fato de ser quem você ama?
Quem os julga certos ou errados? Você? A sociedade? Suas convicções? Suas vontades?

Carrie Bradshaw encontrou em Aidan o parceiro perfeito, mas que não era capaz de fazê-la esquecer o errado Big.
Resultado: O tempo passou, Carrie e Aidan terminaram, e Big voltou para Carrie.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Amar dói


O grande Arnaldo Jabor escreveu um texto excelente sobre relacionamentos. No qual falava sobre todo o processo de uma relação amorosa. O começo, a dificuldade de encontrar o parceiro ideal, a química sexual, e por que não as dores de amor?
E por falar em dores de amor, Arnaldo termina o texto com a seguinte pergunta: Quem disse que seria fácil?

Realmente amar não é fácil. Já falei em outros posts sobre as dificuldades e dores que o amor traz. O que mesmo assim não me faz desacreditar nele. Ainda acho que vale a pena se envolver e se entregar apesar de tudo.
Porque como diz Djavan: "Quem não tem para quem se dar, o dia é igual a noite!"
Não quero isso para mim. Não quero viver a mercê de amigos, e nem preferir a calmaria da solidão, do que a montanha russa de um relacionamento amoroso. Prefiro a adrenalina do sobe e desce da montanha, do que segurança e chatice do carrossel.

Certas pessoas nos fazem perceber que vale a pena passar por sofrimentos para crescermos como pessoa, como casal, como se humano. Então por que deixarmos tudo isso passar pelo simples medo de sofrer?
O sofrimento faz parte da vida, e vez ou outra iremos nos deparar com ele. E se tivermos alguém do nosso lado, acredite. Ele não é páreo!

Escrevo este texto com os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar, por ter na noite de ontem terminado meu último relacionamento.
Se estou sofrendo pelo fim? SIM
Se estou me perguntando aonde erramos? SIM
Se estou com medo de me envolver novamente e sofrer? NÃO!!!
Como eu disse antes, eu ainda acredito no amor. Acredito que pode não ter dado certo com esta pessoa, mas pode da certo com outra.
Acredito que existe "alguém" aí que foi preparado para mim. E que vamos ter dificuldades é claro, mas que a cada desentendimento iremos perceber que ainda vale a pena.
Também não acho que essa ultima relação não deu certo. Não penso assim, não sinto assim, não vejo assim.
Afinal de contas deu certo por quase um ano!

Ontem quando o levava em sua casa depois do termino, nós íamos conversando pela grande rua escura e vazia da noite de domingo. Falávamos sobre nossas vidas juntos, separados; Nossos medos; De como tudo iria ficar agora. E caiu a ficha de que nunca mais faríamos aquele percurso juntos, de que ele provavelmente não terminaria de ver Anita, e nem começaria a ver The O.C.
E ele que era o que mais queria me ver de aparelho de dente, não me veria assim. Doeu!

Quando chegamos em sua rua, dissemos um tchau simples, meio seco, meio choroso, meio errado.
E então ele foi, e eu literalmente segui o outro rumo.
Resolvi olhar para trás como sempre olhei todas as noites que o deixava naquele mesmo lugar durante nosso namoro. E sempre que olhava percebia que ele nunca me olhava, sempre entrava na rua e eu ia embora.
Dessa vez, foi diferente. Quando olhei para trás, ele olhou também. (pela primeira e ultima vez).
Baixamos o olhar. Eu chorava e provavelmente ele também, e assim seguimos nossos caminhos diferentes.
Meu coração estava dilacerado, as lágrimas não paravam de escorrer sobre meu rosto, e eu temia em soluçar, mas mesmo assim segui meu caminho. E em nenhum momento desacreditando no AMOR!